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Apresentação – A pesquisa em semiótica no Brasil

 

Regiane Miranda de Oliveira Nakagawa

Alexandre Rocha da Silva

Editores

 

 

A pesquisa em semiótica no Brasil

Este dossiê é uma parceria da Revista Semeiosis com um coletivo de pesquisadores que organizam anualmente a Jornada dos Grupos de Pesquisa em Semiótica registrados no CNPq. Já em sua 5ª edição, realizada em 2019, a Jornada constitui-se em espaço para troca de ideias, revisão crítica das teorias semióticas e diálogo com diferentes campos do conhecimento.

As teorias semióticas de diferentes vertentes estão presentes nesse dossiê na abordagem das cidades, do cinema, do humor, do jornalismo, dos ambientes digitais e dos estudos de gêneros e sexualidades desde as perspectivas do discurso, da enunciação, da midiatização, da crítica pós-estruturalista e da política.

Com base na Semiótica da Cultura proposta pelos teóricos da Escola de Tártu-Moscou, o Grupo de Pesquisa Design, Espaço e Mediação, em Dimensões semióticas da cidade: urbanidade, representações diagramáticas e complexidade, estuda na perspectiva dos ecossistemas as relações entre cidade versus urbanidade e urbanidade versus diagrama, considerando suas mediações e seus processos tradutórios.

O GPESC, Grupo de pesquisa Semiótica e Culturas da Comunicação, no artigo A aventura crítica da semiótica, apresenta uma síntese das dez desconstruções que fundamentam o projeto relativo a uma Semiótica Crítica, edificada com base em Foucault, Deleuze, Derrida e Latour. Tal formulação toma por base o percurso que vai das materialidades à imanência, na tentativa de desconstruir sentidos já naturalizados, considerando os agenciamentos de distintas ordens e substâncias que são potencializados pelas máquinas semióticas assignificantes.

Em A semiótica entre a comunicação e a política, o Grupo de pesquisa Espaço-Visualidade/ Comunicação-Cultura discute as relações entre a semiótica, a comunicação, o comunicar e a política, de modo a elucidar de que maneira a política se constrói semioticamente pela interação agenciada pelo comunicar.

Em A semiose nos estudos semióticos, o grupo de pesquisadores do GPESC Bahia problematiza o conceito de semiose, proposto por Charles Sanders Peirce, considerando as transformações, deformações e acréscimos sofridos por tal concepção por diferentes vertentes do pensamento semiótico, mais especificamente: a linguística saussuriana, a semiótica discursiva de Algirdas Julius Greimas, a perspectiva sociossemiótica de Eliseo Véron e a semiótica da cultura de Iuri Lotman.

Como é recorrente nos estudos da comunicação, a abordagem semiótica constitui-se também como um referencial que tem fundamentado inúmeras investigações sobre o discurso. Seguindo essa linha, o CEPAD, Centro de Estudo e Pesquisa em Análise do Discurso e Mídia, apresenta o trabalho Mediatização e enunciação: operadores para a análise da circulação do discurso jornalístico. Nele, a mediatizacão, o dispositivo, a enunciação e o posicionamento discursivo com análise de hiperlinks são apresentados como operadores teórico-metodológicos que servem à compreensão de como se dão os circuitos interativos entre suportes jornalísticos e leitores.

No artigo O ator protagonista como porta voz da produção cinematográfica na retórica jornalística, o Grupo de Estudos sobre Jornalismo Cultural realiza uma análise semiótica do texto “Humor contra a onda de homofobia”, escrito pelo jornalista Luiz Carlos Merten e publicado no dia 4 de outubro de 2017 no jornal O Estado de S. Paulo, com o intuito de observar de que maneira o autor constrói uma retórica própria, o que lhe confere uma identidade muito singular no jornalismo cultural.

Em Semioses afetivas do timbre: formulação teórica para uma análise de sonoridades do rock independente brasileiro, o Grupo Pesquisa Sonoridades, Imagem, Materialidades da Comunicação e Cultura (SIMC/IFRS) aborda a linguagem da música a partir do timbre, considerando a hipótese de que ele constitui afetivamente políticas de singularização de movimentos minoritários, como o rock independente, quando incorpora a precariedade, a antropofagia e as gambiarras para a construção dos seus mundos sônicos.

Cada vez mais, nota-se a aproximação e o diálogo entre questões relacionadas aos estudos de gênero e a abordagem semiótica. Em Visibilidade, reconhecimento e construção de identidades coletivas nas redes: uma análise do canal do YouTube de Loralay Fox, o CIEP, Centro Internacional de Estudos Peirceanos, realiza uma análise do canal do YouTube “Para Tudo”, apresentado pela personagem Drag Queen Lorelay Fox, com o objetivo de apreender de que maneira ocorre o processo de produção de performance identitária, visibilidade e reconhecimento do público queer na internet. Em mais um trabalho, intitulado Por uma semiótica da transgressão e da censura na arte, o GPESC apresenta uma reflexão com base nos estudos filosóficos pós estruturalistas sobre a construção do discurso e do sentido no campo da arte acerca da transgressão e da censura, tendo por objeto a repercussão da exposição de arte Queermuseu: cartografias da diferença na arte brasileira.

As ilustrações são de Bruna Rayssa Silva dos Santos.

 

Desejamos a todos uma boa leitura.

 

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