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As aparências enganam? Reflexão sobre a manipulação de imagens na atualidade

Resumo/Abstract

Luiza De Carli sobre imagem do dailymail.co.uk

Maria Eduarda Zorél Meneghetti

Resumo

Não é nova a discussão acerca da definição de real na produção de imagens. E também não é desconhecida a falta de consenso quanto a isso. Em tempos atuais, essa discussão com frequência irrompe acompanhada da questão da utilização de ferramentas de edição de imagens, tal como Adobe Photoshop, principalmente por vias publicitárias, e de quais as implicações estéticas dessas técnicas na sociedade. Em vários países, como França, Inglaterra e Brasil, são debatidas propostas de lei a fim de tornar evidente ao público a manipulação existente, processada por programas de edição de imagem. Brevemente, elucidamos a dimensão da complexidade da antológica discussão sobre o real e sua relação com a fotografia – a principal “matéria-prima” do Photoshop – e também reunimos algumas diferentes vozes que compõem o cenário da manipulação de imagens. Um meio de refletir sobre o mundo de retoques que vemos há tempos e nesse tempo.
Palavras-chave: real; fotografia; manipulação; Photoshop.

Abstract

The discussion about the definition of real in image processes is not new. Nor is unknown the lack of agreement about it. Nowadays, this discussion frequently comes up with the issue of the utilization about using the image edition tools, such as Adobe Photoshop, mainly by the advertising ways, as well as the esthetic implications of the use these tools for the society. In many countries as France, England and Brazil, has been debating proposals with law power in order to evident to public the manipulation existent, processed by image edition programs. Briefly, we present a dimension of the complexity of the anthological discussion about the real and its relation with the photography – the chief “raw material” of Photoshop –, as also we gather some different voices, which compose the scenery of image´s manipulation. A way to reflect about the world of retouch that we´re already seeing a long time, including now.

Keywords: real; photography; manipulation; Photoshop

Artigo

É de comum conhecimento o famoso ditado popular sobre as aparências. Este é irredutível, já nos pontua de modo incisivo sobre incerteza da confiabilidade do que captamos visualmente, isto é, as imagens. Algumas discussões levantadas por partidos políticos europeus em 2009 deflagram reflexões sobre o que de fato as imagens representam e sua influência no receptor. Nesse continente, parlamentares da França e da Inglaterra questionam a situação da edição de fotografias e sua validade diante da possibilidade desse processo imagético servir como agente deflagrador de aspectos coercitivos de padrões de beleza, de felicidade, entre outros, sobre os receptores, fazendo com que esses se sintam pressionados a corresponderem às concepções divulgadas nos diversos meios (O Estado de S. Paulo, 2010). Assim também se apresenta a questão da ética na utilização de diversos meios tecnológicos a fim de estruturar a fotografia de acordo com as exigências – sejam estas publicitárias, pessoais, estéticas, entre outras.

Nessa atmosfera europeia, tanto os legisladores britânicos quanto os franceses propuseram que publicitários, fotógrafos, designers, entre outros profissionais que lidam com edição de imagem, principalmente com imagens digitais, sejam mais realistas em seus trabalhos. Para além do Canal da Mancha, a legisladora francesa Valérie Boyer, do partido do presidente Nicolau Sarkozy, não foi incisiva definindo toda imagem como algo inexistente, impossível de ser real e factível, no entanto encara as imagens como meio potencial de divulgação de falsas realidades e de promoção de desilusão: “essas fotos podem levar as pessoas a acreditarem em realidades que, com frequência, não existem” (O Estado de S. Paulo, 2010). Valérie Boyer solicitou ao parlamento uma medida que obrigasse o uso de alertas sobre as mudanças realizadas na estrutura imagética em fotos retocadas, como também a aplicação de multas equivalentes a 50% do custo da peça publicitária caso isso não seja cumprido.

Jo Swinson, do parlamento britânico, que propõe um sistema de rótulos semelhante ao francês, também alerta para esse fator enganador das imagens, o qual atinge principalmente as mulheres por meio da manipulação digital da fotografia, constituindo padrões de beleza na maioria das vezes intangíveis, todavia largamente idealizado por milhares de mulheres: “quando adolescentes e mulheres olham para tais fotos nas revistas, elas acabam se sentindo infelizes consigo mesmas” (O Estado de S. Paulo, 2010).

O que é real?

Essa discussão nos incita diversos questionamentos, um deles é sobre o que de fato é real e qual a relação travada entre a fotografia e o real. Sob a perspectiva da legisladora francesa, Valérie Boyer, vislumbra-se a fotografia como predominantemente representante de algo irreal, que corrobora a desilusão de diversas pessoas seduzidas e convencidas de que a imagem presente em revistas e anúncios é o que de fato existe. Antes de nos adentrarmos nesse aspecto da discussão, percebemos que um assunto latente se apresenta pertinentemente antecedendo nossas reflexões, uma questão de longa data de discussão: o que é real?

Pelo ponto de vista da filósofa e historiadora Marilena Chauí, depreendemos sua oposição à consideração do real como algo apenas de caráter físico, concreto, como pensamento concernente ao senso comum: “o real não é constituído por coisas” (CHAUÍ, 1980: 7). A filósofa também se apresenta contrária à constituição do real tal como um dado sensível ou como um dado intelectual:

Ora, o real não é um dado sensível nem um dado intelectual, mas é um processo, um movimento temporal de constituição dos seres e de suas significações, e esse processo depende fundamentalmente do modo como os homens se relacionam entre si e com a natureza. (CHAUÍ, 1980: 8)

A filósofa concebe o real como um movimento ininterrupto no qual a humanidade define um modo de sociabilidade e busca instaurá-la em instituições determinadas.

Já para o empirismo, movimento alicerçado na experiência dos sentidos, essa percepção do real tal como um processo de significações é errônea, pois este considera que o real somente se constitui por meio de fatos e coisas observáveis de nosso conhecimento da realidade, o qual é fundamentado na experiência proporcionada pelos sentidos que possuímos dos objetos, e as sensações decorrentes disso irrompem em ideias em nosso cérebro formando assim o real. Por outro lado, encontramos outra proposta manifesta pela doutrina idealista, esta, por sua vez, defende que o real não se constitui como um processo, nem muito menos como uma percepção em consequência de nossos sentidos, mas sim, o real se definiu como as ideias e representações e para se conhecer a realidade deve-se necessariamente analisar os dados e as operações de nossa consciência (CHAUÍ, 1980: 8). Entretanto, por outra perspectiva, os positivistas contrapõem todos os pontos de vistas anteriormente expostos ao determinar o real como algo desvinculado da existência humana, ou seja, o real possui existência em si mesmo independentemente do sujeito (ROSSI: 09).

Muitos outros desdobramentos dessa definição do que é real existem e contrapõem-se, tecendo, dessa forma, a grande complexidade do assunto. O professor Boris Kossoy elucida muito bem a pluralidade de posicionamentos dessa polêmica questão: “o que é real para uns é pura ficção para outros” (2005: 45). Assim, a conceituação do real não redunda em um consenso entre as partes envolvidas, mas sim repercute em diversas definições desse signo, as quais, evidentemente, configuram-se em consonância com a ótica de determinado grupo, de determinado pensador. O vocábulo real é um signo polivalente, no qual, semanticamente, são travadas lutas e debates sobre seu valor semântico.

O Real e a Fotografia

Brevemente, pudemos notar a pluralidade de vertentes de pensamentos envolvendo a conceituação do que é real. Quais serão então as implicações dessa abordagem tendo em vista as imagens e, mais especificamente, a fotografia? O que vemos na fotografia é real, é o real ou um signo de natureza irreal?

Marilena Chauí de imediato indica a raridade das imagens corresponderem materialmente à coisa imaginada (2000: 167). Para a filósofa, a imagem é irreal, podendo apenas se configurar como um testemunho irreal de algo existente ou criar uma realidade imaginária, isto é, algo que existe apenas sob suporte da imagem, por exemplo, as fotografias estruturadas a produzir efeitos abstratos (2000: 168). À imagem incute o caráter ficcional, em outras palavras, Chauí as concebe como irreais quando comparadas ao que é imaginado por meio das imagens. Essa consagrada autora entende duas situações ao se contemplar qualquer imagem, uma real e outra irreal: “um quadro é real enquanto quadro percebido, mas irreal se comparado à paisagem da qual é imagem” (CHAUÍ, 2000: 168).

Pela ótica de Jean Baudrillard, a imagem é um simulacro empobrecido, não contendo nenhum aspecto real, apresentando-se simplesmente como uma cópia (BITTAR, 2008). Ao descrever o processo de criação de uma imagem denotamos que, à medida que ela se forma, os aspectos reais que a representação impinge vão se esvaindo, resultando ao final do processo em uma imagem sem o real, ou seja, irreal:

Criar uma imagem consiste em ir retirando do objeto todas as suas dimensões, uma a uma: peso, o relevo, o perfume, a profundidade, o tempo, a continuidade, e, é claro, o sentido. (BAUDRILLARD apud ARAUJO, 2009)

Em contraponto a isso, algo que se desvencilha do real não necessariamente redunda em algo irreal, já que a imagem, sendo virtual, não é irreal, mas evidencia outra realidade (BITTAR, 2008). Pierre Lévy explicita seu posicionamento quanto ao virtual: “em termos rigorosamente filosóficos o virtual não se opõe ao real, mas ao atual” (2003: 15). Disso, entende-se que a virtualidade não se opõe ao conceito de real, mas sim de atualidade, constituindo-se em estados diferentes. Essa visão nos permite depreender que o aparelho fotográfico, reconhecidamente uma extensão de nosso sistema físico, propiciando-nos um escape de nossas limitações atuais, obteria um aspecto virtual em contrapartida de um irreal.

Outro contraponto relativo à determinação da fotografia como algo irreal são as considerações do teórico do cinema André Bazin. Opondo-se terminantemente às proposições anteriores, encara a fotografia como instrumento para alcançar efetivamente a realidade, estando contida na fotografia a essência do real, sendo esta uma nas virtudes desse meio, segundo Bazin, já que possibilitaria aos olhos o que a vida porventura tivesse restringido por algum motivo: “as virtualidades estéticas da fotografia residem na revelação do real” (BAZIN, 1991: 24). Assim, para ele a fotografia é o real, é o instrumento de evidenciação do real, o qual alguns foram impossibilitados de contemplar pessoalmente.

Todavia, é mais que consumado que o ato de fotografar exige e implica transformações do que está sendo enquadrado pela ocular da máquina fotográfica. A relação entre o olho do sujeito que fotografa e o real a ser capturado é uma dessas interferências praticamente inevitáveis: “o sujeito busca, antes de tudo, é dominar o objeto, o real, sob a visão focalizada de seu olhar um real que lhe faz resistência e obstáculo”. Outro aspecto inevitável do ato de fotografar é a impossibilidade de retratar a completude do real, sendo apenas capaz de representar uma parte dele: “o enquadramento recorta o real sob certo ponto de vista, o obturador guilhotina a duração, o fluxo, a continuidade do tempo” (SANTAELLA, 2005: 300).

O teórico canadense Marshall McLuhan, em consonância com o pensamento de que o ato de fotografar e ser fotografado implica interferências, sejam estas decorrentes do enquadramento, do fotógrafo ou de ordem comportamental, elucida: “a obra da forma fotográfica implica no desenvolvimento de uma autoconsciência que altera a expressão facial e as máscaras cosméticas de modo tão imediato quanto altera nossas posturas corporais em público ou particularmente” (MCLUHAN, 2005: 223). Tudo isso vai ao encontro da argumentação de Etienne Samain, o qual considera que a fotografia cria sua própria realidade, um misto de realidade exterior e interior – aquela de sua história particular, ou seja, a fotografia seria expressão de outra realidade, a realidade fotográfica (2005: 44). De acordo com Yuri Bittar (2008), designer, fotógrafo e historiador, como também membro da Confederação Brasileira de Fotografia, essa realidade é “a realidade das realizações ideais e especulativas, é o espaço de virtude e do futuro, não dotada pelo possível, o atual e o existente”. Essa rede de pensamento figura a fotografia como deflagradora de outra realidade, ou seja, cria uma realidade fotográfica desde o momento em que se iniciam as motivações para se fotografar. Sendo assim, transcendendo essa esfera de definir se a fotografia é real ou irreal, apresenta-nos a proposição de que uma realidade é tecida antes e depois do momento do clique da máquina fotográfica.

Edição de Imagens

Há intensas discussões sobre o conceito de real, e sobrepondo-se a isso irrompem as discussões pertinentes à relação entre o real e a imagem, mais especificamente, a fotografia. Na Europa o centro desencadeador de grandes reflexões e debates nos parlamentos é a edição de imagens, por muitos nomeada de manipulação de imagens, da qual ressoam importantes desdobramentos.

Embora apresente claros antecedentes antes mesmo da era digital, a edição de imagens é questionada sobre sua funcionalidade e efeitos na sociedade, principalmente se suas consequências redundam em constrangimento e ilusão dos receptores. Muitos profissionais encaram essa prática como algo que deve ser utilizado com moderação, para o fotógrafo Marcus Steinmeyer é imprescindível ponderação em seu uso: “sou contra o exagero” (apud DANDO NOTA, 2010). Tal profissional não renega o Photoshop como forma de reparar imperfeições e agregar à imagem um aspecto mais agradável, expõe que apenas utiliza o software para fins de retoques de detalhes e para satisfação de sua cliente: “Faço uso do Photoshop na busca por uma estética agradável e que deixe a mulher feliz” (apud DANDO NOTA, 2010).

Cristiano Mascaro, em entrevista concedida à Revista Cult (2008), destaca o mundo de possibilidades disponível ao departamento de criação das empresas ensejado pelo uso desses novos aparatos tecnológicos de edição, obtendo-se dessa forma estruturas visuais e manejos da imagem muito enriquecedores: “do ponto de vista da criação, evidentemente, os avanços tecnológicos sempre são bem-vindos, pois colocam novos desafios e possibilidades diante do artista”. Atenta para as contribuições dessa técnica no processo de criação, mas observa o papel ínfimo desses aparatos “criativos” no jornalismo, cujo papel pauta-se na ética com o leitor e a notícia: “por outro lado, no jornalismo, por exemplo, a ética e o compromisso com a veracidade dos fatos devem falar mais alto”. Embora a ética no fotojornalismo seja por muitos proclamada, deparamo-nos com não raros casos de fotos retocadas de acordo com as ideologias do jornal em questão, comprometendo muitas vezes a veracidade dos fatos.

Em sintonia com as discussões europeias, o parlamento brasileiro também se investiu nessa discussão, cogitando a instituição de uma lei que exigisse que todo anúncio de publicidade alegasse explicitamente o uso de edição de imagem caso esse processo fosse utilizado na elaboração da peça publicitária. O presidente do CONAR (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária), Gilberto Leifert, mostrou-se indignado quanto à proposta parlamentar, declarando a imediata ineficácia dessa medida na promoção de mudanças significativas: “a lei do Photoshop não faz nada, não vai mudar nada” (Folha Online, 2010a). Marco Versolato, vice-presidente de criação da agência Young & Rubicam, conterrâneo da área profissional de Gilberto Leifert, também se pronunciou com descrédito quanto à proposta parlamentar:

É mais uma restrição exagerada que a publicidade vem sofrendo. A solução que essa lei obrigaria não tem eficiência. Não é uma frase que vai mudar a manipulação das imagens. Qualquer obra é feita em cima de fantasias e da dramatização. (Folha Online, 2010a)

Muitos meios de comunicação já possuem suas próprias medidas restritivas, apresentando muito além do que uma simples frase-alerta, impotente e ineficiente, para Marco Versolato. Os jornais O Globo e Folha de S. Paulo possuem normas internas de edição para o controle dos processos de manipulação de imagens: “em geral, a Folha não usa montagens fotográficas, fotos recortadas, invertidas, retocadas, ovais ou redondas” (BATISTA).

No entanto, há outros meios de comunicação em que o uso da edição de imagens foi e é essencial para a manutenção da linha de coerência de sua identidade como meio de comunicação. Atentamo-nos, por exemplo, à editora da revista norte-americana Healthy, Jane Druker, a qual confirma claramente o uso da edição de imagem na fotografia da modelo de Kamilla Wladyka, com o intuito de esconder sua magreza. De acordo com a editora, a modelo parecia bem – segundo o conceito de saudável da revista – quando foi apontada como a modelo de capa da revista, entretanto estava muito magra no dia da sessão de fotos: “ela era muito bonita de rosto, mas muito magra e não parecia nada saudável. Isso não reflete o que nós fazemos na nossa revista, que é sobre saúde” (Folha Online, 2010b). Dessa forma, a edição de imagens foi usada com o intuito de evitar uma imagem antes de tudo não condizente com a filosofia da revista, mas também como uma forma de não disseminar uma imagem de valorização da magreza, tanto condenada em decorrência de encadear assuntos como a anorexia e a bulimia. Mesmo assim, o ato da revista não escapa do enquadramento de uma tentativa de distorcer a imagem em prol de determinadas ideologias.

Bibliografia

ARAUJO, Rodrigo da Costa. Jean Baudrillard e a arte da desaparição. Partes: A sua revista virtual. Acesso em 16/06/10.

BATISTA, Mariana T. D. Ética e manipulação da imagem no fotojornalismo digital. Acesso em 17/06/10.

BAZIN, André. O cinema. Ensaios. São Paulo: Editora Brasiliense, 1991.

BITTAR, Yuri. Fotografia: realidade ou cópia? Acesso em 14/06/10.

CHAUÍ, Marilena. O que é Ideologia. São Paulo: Brasiliense, 1980.

_________. Convite à filosofia. São Paulo: Editora Ática, 2000.

DANDO NOTA. Photoshop: os perigos do excesso. Acesso em 17/06/10.

FOLHA ONLINE. Fotos e anúncios poderão ser obrigados a informar o uso de retoques. Acesso em 14/06/10.

_________. Revista altera imagem de modelo para disfarçar magreza excessiva. Acesso em 17/06/10.

O ESTADO DE S. PAULO. Europa quer proibir photoshop. Acesso em 14/06/10.

KOSSOY, Boris. Fotografia e memória: reconstituição por meio da fotografia. In: SAMAIN, Etienne. O fotográfico. São Paulo: Editora Hucitec/ Senac São Paulo, 2005. p.39-46.

LÉVY, Pierre. O que é virtual? São Paulo: Editora 34, 2003.

MCLUHAN, Marshall. Os meios de comunicação como extensões do homem (understanding media). São Paulo: Editora Pensamento-Cultrix, 2005.

REVISTA CULT ON-LINE. Cristiano Mascaro. Acesso em 17/06/10.

ROSSI, Amélia S. Neoconstitucionalismo e diretos fundamentais. Acesso em 16/06/10.

SANTAELLA, Lucia. Os três paradigmas da imagem. In: SAMAIN, Etienne. O fotográfico. São Paulo: Editora Hucitec/ Senac São Paulo, 2005. p.295-308.

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