call for papers for special edition: Pandemics, symbolical effects and hyperconnectivity
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Apresentação

Apresentação

O mundo precisa desesperadamente de sentido. Ou melhor, a humanidade precisa reencontrar seu sentido no mundo. Diante da tragédia da pandemia do novo coronavírus, das ameaças cada vez mais concretas e efetivas à democracia, do discurso de ódio que germina e floresce nas plataformas digitais, a pesquisa acadêmica volta seus olhos para as feridas produzidas por tanta violência física e
simbólica. A reflexão é fundamental para que possamos encaminhar propostas de solução a tantos problemas, e é a este chamamento que os artigos desta edição respondem.

Nossos autores abordam uma variedade de questões atuais, levantando dúvidas, propondo hipóteses e produzindo argumentações que procuram ressignificar o mundo como o conhecíamos antes da pandemia, oferecendo interpretações valiosas sobre o que vivemos hoje e, principalmente, como deveríamos viver no futuro. A semiótica não é uma disciplina que serve apenas para dissecar fenômenos observados e produzir relatos descritivos sobre uma tragédia que se abate sobre nós. Ela serve também para encaminhar novos significados, ressignificar fatos passados e produzir um campo de significação futura.

Essa é a essência da semiose: conectar as experiências já vividas com aquelas que poderiam ser vividas por uma comunidade interessada no bem comum. Por isso, a semiótica depende de uma fundamentação conceitual que abrange as três ciências chamadas normativas: a estética, a ética e a lógica.

Isso ficará claro nos artigos desta edição que falam sobre engajamento no teatro, sobre a rebeldia com causa das pichações, sobre a batalha contra a desinformação, sobre as narrativas midiáticas em tempos de pandemia, sobre a instabilidade do sujeito e de suas relações numa sociedade cada vez mais polarizada e mediada por algoritmos capazes de inteligência artificial. As ilustrações que acompanham os artigos desta edição são de Helena Garcia.

Não são respostas definitivas, mas convites ao questionamento e ao compartilhamento de sentido aos interessados em mudar, quebrar velhos hábitos e caminhar coletivamente na direção de sociedades mais justas, diversas e democráticas. Quando chegamos ao momento mais dramático no século 21, que une a peste viral com a ganância das redes sociais, que sentido podemos dar ao mundo senão o da transformação pela informação, pela comunicação e pelo conhecimento?

Essa é a missão principal de Semeiosis, para a qual chamamos nossos leitores.

Os Editores

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