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Informação e semiótica

Resumo/ Abstract

Ilustração por Catarina Bessell

Lizete Dias de Oliveira

Resumo

Através da Teoria Geral do Signos, define-se um conceito de informação, amplo o suficiente que seja válido para diversos tipos de documentos, como os arquivísticos, biblioteconômicos ou da cultura material. Dessa forma, busca-se fundamentar teoricamente a Museologia como constituinte da Ciência da Informação, ao lado da Biblioteconomia, da Arquivologia e da Documentação. Para tanto, baseamo-nos nos conceitos de objeto imediato e nas relações entre o interpretante e seu signo, que podem ser rema, dicente e argumento. Partimos da definição provisória de informação como signo para chegarmos a uma definição de que informação é um representamen. Tal definição permite entender que a semiose pode ocorrer entre diferentes consciências, que não sejam necessariamente humanas.

Palavras-chave: informação; semiótica; museologia

Abstract

Through The General Theory of Signs, we define a concept of information, large enough to be valid for different types of documents, such as archival, library or material culture. Thus, we seek to justify theoretically Museology as a constituent of Information Science, along with the Library, the Documentation and Archiving. For this intention, we rely on the concepts of the Immediate Object and the relations amongst the Interpretant and its Sign, which may be Rema, Dicent and Argument. We started with the provisional definition of Information as a Sign to come to a definition that information is a Representamen. This definition allows us to understand that semiosis may occur amongst different consciousnesses, which are not necessarily human.

Keywords: information; semiotics; museology

Artigo

“Era um rapaz vagabundo.
Cavalgava sonhando.”
Taisen Deshimaru

Esses versos são de uma canção popular japonesa, que conta a história de Hachiko. Quando lhe perguntavam onde ia, Hachiko respondia: “não sei, pergunte ao cavalo”. Um dia seu cavalo parou na frente da bancada de um comerciante de cereais e comeu a aveia exposta. O comerciante, furioso, bateu no animal, que saiu num galope desenfreado. Passaram como uma flecha diante de um amigo, que perguntou: “onde vais, Hachiko?”. Ele respondeu: “não sei, pergunte ao cavalo”. Mestre Deshimaru, um dos monges que introduziram o zenbudismo no Ocidente, conta a história de Hachiko para exemplificar a postura ocidental em relação ao progresso tecnológico. Segundo ele, “as ciências, as novas tecnologias, os sistemas políticos e econômicos conduzem o homem a triplo galope” (DESHIMARU, 2005: 29).

Nesse galope desenfreado no qual as novas tecnologias conduzem a sociedade, um conceito a ser definido é o de informação. Historicamente, a informação é definida em relação a três áreas: a área da teoria técnica da comunicação (uma quantidade que indica uma redução na incerteza, ou um grau de probabilidade), uma área da epistemologia (algo que conduz ao conhecimento) e uma área da ciência computacional (manipulação de símbolos, atribuindo significados aos dados) (DEBROCK, 1995). Definir a informação pressupõe estudos transdisciplinares que, mesmo que não busquem unanimidade ou um consenso entre as áreas, devem, necessariamente, ser realizados por uma comunidade de cientistas, pois como bem afirma Peirce:

não chamo ciência aos estudos solitários de um homem isolado. Somente quando um grupo de homens, mais ou menos em intercomunicação, ajudam-se e se estimulam uns aos outros para compreender um conjunto particular de estudos como nenhum estranho poderia compreendê-los, [só então] chamo a sua vida de ciência (PEIRCE, 1905).

Apesar de Peirce não ter deixado uma definição explícita, percebe-se em sua obra uma Teoria da Informação, principalmente depois que criou o conceito de Interpretante, por volta de 1865 (TIENNE, 2006). Nosso objetivo é definir um conceito de informação baseado na Teoria Geral dos Signos – através dos conceitos de objeto imediato e interpretante –, que seja válido para diversos tipos de documentos, inclusive, e num mesmo nível, documentos da cultura material. Com isso, pretendemos fundamentar teoricamente, e provisoriamente, como é próprio da ciência, o pertencimento da Museologia à Ciência da Informação, ao lado da Biblioteconomia, da Arquivologia e da Documentação, dentro dessa artificial territorialização da ciência.

Dentre todas as definições propostas, utilizaremos como base para análise o conceito de informação proposto por Armando Malheiro da Silva, qual seja:

conjunto estruturado de representações mentais e emocionais codificadas (signos e símbolos) e modeladas com/pela interação social, passíveis de serem registradas num qualquer suporte material (papel, filme, banda magnética, disco compacto etc.) e, portanto, comunicadas de forma assíncrona e multidirecionada (SILVA, 2006:150).

“um conjunto estruturado derepresentações mentais e emocionais…”

Inicialmente, substituímos a primeira parte da definição, “representações mentais e emocionais”, pelo conceito semiótico de signo. Os signos são representações que servem para pensar. Em 1878, Charles Peirce definia o pensamento como “um fio de melodia correndo ao longo da sucessão de sensações” (PEIRCE, 1878). Pensa-se através de uma cadeia contínua de Signos, cuja função é levar ao repouso do pensamento e gerar hábitos, ou crença, “essa meia modulação que encerra uma frase musical, na sinfonia de nossa vida intelectual” (PEIRCE, 1878).

Assim, pensamos e conhecemos o mundo através dos Signos, cuja função é representar seus Objetos através de suas manifestações. Não nos é possível ter qualquer ideia relacionada a algo cujos efeitos sensíveis não sejam imagináveis, porque nossa ideia sobre algo é a nossa ideia a respeito de seus efeitos. Segundo a faneroscopia, que significa um olhar sobre o que aparece, se existe aparência é porque algo acontece, seja o aparecer em uma janela ou aparecer em uma foto ou, em qualquer sentido, aparecer em uma alucinação, num sonho, nas memórias ou nas emoções que as acompanham.

Peirce, em Uma nova lista de categorias (1868), afirma que os fenômenos se manifestam através de três categorias: primeiridade, secundidade e terceiridade. A primeiridade estaria ligada a uma possibilidade, ao qualitativo, a secundidade a um concreto, ao contingente, e a terceiridade a uma generalidade, a uma convenção. A esse aparecer chamamos evento, algo que acontece, que é irreversível. O conceito de evento é fundamental para definir informação na medida em que, o que acontece, acontece de alguma maneira e de alguma forma particular. Perceber uma cor ou ouvir um som são eventos concretos, são secundidade. No campo da secundidade, os eventos estão em uma relação diádica, de confrontação entre dois elementos relacionados com o “passar-se”, e não com o que se passa.

O que se passa está no campo da terceridade, em uma relação triádica, de convenção, hábito, generalização. Quando o evento significa ver a cor ou ouvir o som – da mesma forma que se percebe todas as cores e se ouve todos os sons – já é um elemento ligado à terceridade. A terceridade está no pensamento, sobre o qual o evento pode ser descrito.

A primeiridade de um evento não pode ser descrita sem que seja contaminada com um elemento da secundidade e da terceridade, porque a primeiridade não se refere, ainda. A melhor aproximação que se poderia fazer da primeiridade seria imaginar uma sensação, antes de senti-la (DEBROCK,1995). Como só é possível existir uma sensação quando a sentimos, passa-se diretamente à secundidade e à terceridade. Desde que temos um evento, desde que temos a sensação de que algo acontece, já estamos no campo da secundidade. Ao mesmo tempo, fazendo a distinção entre o que se sente e o sentido, já estamos na terceridade.

Assim, o mundo se dá a conhecer, sendo representado pelos signos, a partir dessas três categorias básicas. Cabe insistir que toda semiose é contínua, é una, assim como a percepção de um evento não se dá nem em primeiridade, nem em secundidade ou terceiridade puras. Na vida, a ação dos signos não se dá em partes, ela é indivisível.

[...] Peirce afirma que os dois mundos em que vivemos, o material e o formal, aparecem bipartidos apenas porque nosso aparato perceptivo é incapaz de captar o contínuo indivisível do fenômeno, em que mente e matéria se fundem numa mesma e única coisa. [...] Nossa capacidade inata de entender a natureza, de “adivinhar” os seus desígnios, existe porque nossos mecanismos perceptivos e lógicos replicam o esquema que rege o contínuo material. Em outras palavras, há um mesmo esquema regrando tanto o mundo físico exterior quanto nosso mundo psíquico interior – o esquema que Kant denominou de transcendental (ROMANINI, 2001:01).

Esse objeto do signo pode tanto ser da ordem do mundo físico, como pode ser um sonho, uma aluncinação, uma palavra, um cheiro, uma lembrança. Um sonho é tão real quanto qualquer pensamento em estado de alerta, pois ele tem uma existência mental efetiva. Sonhar com algo independe do que se pensa sobre o que foi sonhado, independe de qualquer opinião sobre o assunto. Nesse sentido, um sonho é real, pois, como o real, suas características independem do que alguém possa pensar sobre ele. A realidade consiste nos efeitos sensíveis produzidos pelas coisas que dela partilham. Essa passagem do mundo material para o mundo formal, fundindo-se numa única e mesma coisa, refere-se ao conceito de objeto de signo, que Peirce dividiu em objeto dinâmico e objeto imediato.

O objeto dinâmico independe das percepções e julgamentos que podemos fazer dele. Na “vida real”, temos sempre a impressão de que estamos tratando do objeto dinâmico, porém, não é o objeto dinâmico que está sendo representado, mas o objeto imediato que se está mostrando a nós, não em sua totalidade, mas em uma das suas partes. A função da representação dá-se sempre em apenas um de seus aspectos.

O objeto imediato já é um objeto-signo na medida em que é uma primeira representação do objeto. É o objeto imediato que explica o caráter contínuo da semiose: por representar não só o representável, mas o já-representado. Considerando-se que todo o Signo repousa na ideia do que ele representa, o objeto imediato é essa ideia, que é obtida independentemente do signo gerado, pois já se trata de um signo que repousa num outro signo, que lhe serviu de objeto imediato e, assim, em uma vertiginosa e potencialmente infinita regressão semiótica (LEFEBVRE, 2003).

O conceito de objeto imediato explica porque o mundo é representado em apenas uma parte, e não em sua totalidade. E representa-o seja ele um objeto dinâmico concreto, imaginado, sentido ou lembrado. Assim, quando digo “esse bilhete está amassado”, o objeto dinâmico (papel) já é entendido como algo que pode ser amassado e que contém alguma escrita, mesmo não sendo necessário decifrar seu código. Assim, quando nos referimos a documentos arquivísticos, não estamos mais fazendo referência direta ao objeto dinâmico (o papel concreto e real), mas ao objeto imediato, que o representa em apenas uma de suas características. Da mesma forma, para os documentos museográficos,como um machado indígena, já devo ter uma ideia do que seja um machado e de que ele pode ser feito de vários materiais, entre eles, de pedra, mesmo que eu não saiba como produzi-lo e nem quem o produziu.

O conceito de objeto do signo permite derivar uma primeira proposição. Do ponto de vista da semiótica, a distinção excludente entre documento arquivístico, documento bibilioteconômico ou documento da cultura material, ou imaterial, não se sustenta, porque não faz referência ao objeto dinâmico – ao documento na sua materialidade – mas sim ao objeto imediato, um já-quase-signo. Então, considerando o objeto imediato do signo, todo e qualquer documento pode ser estudado e tratado pela Ciência da Informação, inclusive a cultura material.

Com base na definição provisória de que informação é signo, sendo que os signos são determinados pelo seu objeto e determinam seu interpretante, deslocamos o foco para o interpretante, o último correlato na relação sígnica.

Imaginemos um agricultor e um arqueológo caminhando em uma plantação de trigo. O agricultor tropeça em uma pedra e exclama: “é uma pedra!”. O arqueólogo segura a “pedra”, examina-a e diz: “é um machado lítico da Tradição Humaitá”. O que é uma pedra para o agricultor, é um artefato lítico para o arqueólogo. O arqueólogo, por sua experiência em analisar vários artefatos, vê naquele objeto dinâmico (pedra) um artefato da cultura indígena. Semioticamente, a pedra e o artefato indígena são dois diferentes interpretantes que foram determinados pelo signo que, por sua vez, foi determinado pelo objeto imediato que representou o objeto dinâmico no qual o agricultor tropeçou. Esse exemplo demonstra que, como afirma Lefebvre (2003:3), o objeto é o “alfa e o ômega da semiose”, na medida em que ele inaugura o processo semiótico – determinando o signo que o representa – e fecha a semiose – pela sua interpretação –, tornando-se objeto do conhecimento.

O artefato indígena no qual o agricultor tropeçou, se levado ao laboratório, entra no circuito científico, onde será medido. Também serão analisadas suas marcas de corte, será desenhado e fotografado e inserido em uma tradição arqueológica. A soma indefinida dos signos que representa a “pedra do agricultor” gera um interperante cada vez mais detalhado ou multifacetado. Cada um dos signos gerados representa o objeto do signo em um, e apenas um, de seus aspectos. Como afirma Peirce, devemos “considerar quais são os efeitos práticos que pensamos poder ser produzidos pelo objeto de nossa concepção.  Aconcepção de todos esses efeitos é a concepção completa do objeto” (C.P. 1.18).Por isso, diz-se que não é possível esgotar o potencial semiótico de um objeto do mundo. Entretanto, como “cada coisa do mundo existe em uma quantidade indefinida de relações monádicas, diádicas e triádiacas com si mesmo e com o mundo, não seria possível fazer um inventário de todos os objetos (diríamos objetos imediatos) que uma coisa, uma vez semiotizada, possa representar”(LEFEBVRE, 2003: 19).

Então, definir provisoriamente a informação como um signo permite, através do objeto imediato, fundamentar teoricamente a museologia dentro do campo da Ciência da Informação, ao lado da Arquivologia, da Documentação e da Biblioteconomia, tal como acontece no Departamento de Ciências da Informação da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UniversidadeFederal do Rio Grande do Sul.

…codificadas (signos e símbolos)…

Do ponto de vista da semiótica, os símbolos e signos não podem ser entendidos em um mesmo nível horizontal, como os são na definição Silva (2006), pois os símbolos são signos em uma relação de hábito ou convenção com seu objeto. No mesmo nível do símbolo estão os ícones ou índices, dependendo da função de representação assumida por cada signo. Ao contrário dos ícones e índices, que não precisam de um código para sua interpretação, os símbolos necessitam ser interpretados por não se aplicarem a nada concreto, por serem apenas uma generalidade. Fora de seu contexto lógico, um símbolo nada significa, seu código não é decifrado. Em seu contexto interno, ele necessita de uma parte ícone e uma parte índice, que abrigam as condições para que o signo simbólico seja interpretado.

Em um símbolo, a função de sua parte indicial é indicar seu objeto, sem o qual nossas representações seriam sobre objetos vagos, indistintos e gerais, sem uma ancoragem no objeto dinâmico por ele representado. Sem uma parte indicial, as representações nada denotariam. A virtude de um símbolo repousa na generalidade, em um código, em uma lei. As línguas são símbolos na medida em que são convenções anteriores, nas quais somos mergulhados quando nascemos. A capacidade de linguagem, inata nos humanos, e desenvolvida ao longo da evolução, molda a espécie através da seleção sexual, tal qual uma “cauda de pavão” vocal através da qual, seduzindo pela linguagem, transmitimos nossos genes pelas gerações (MILLER, 2000).

Em uma proposição, o índice tem como função conduzir a atenção para o objeto denotado através de duas formas: como um pronome demonstrativo, ou pela criação de um contexto comunicacional. Em dizendo “aquela janela está aberta”, o pronome demonstrativo “aquela” assume a função de índice quando a janela à qual estou me referindo é a única da sala. Em uma sala onde só existisse uma janela, bastaria dizer “a janela está aberta”, e todos entenderiam a que janela eu estaria me referindo. Assim, a parte índice tem a função de ligar o objeto do signo ao seu contexto, denotando-o.

Em um pronome demonstrativo de alguma frase, são necessários saberes colaterais, como o conhecimento prévio da língua, para ser interpretado como signo de algum objeto. Existem índices que são utilizados na comunicação antes de pronunciar-se qualquer signo simbólico. Apontar com o indicador para designar um objeto é o primeiro gesto semiótico (LESCROART, 2004:71).

Se a frase “a janela está aberta” fosse escrita em sinais de fumaça para ser interpretada, seria preciso conhecer o código linguístico, por essa razão, chama-se uma relação indexical autêntica. Contudo, para interpretar a fumaça como signo de fogo, não seria necessário um conhecimento sobre as causas físicas da combustão; nesse caso, a fumaça continuaria relacionada fisicamente ao fogo, mesmo que ninguém a observasse.

Além da necessidade de denotação, suprida pelo índice, em um símbolo existe também uma parte icônica, cuja função é conotar. Se dos sinais de fumaça, que dizem que a janela está aberta, percebêssemos as formas que se transformam enquanto sobem, em contraste como o azul do céu, e se chegasse um momento em que perdêssemos a consciência de que se trata de um código linguístico, estaríamos percebendo-o como um ícone.

Explicar a parte icônica de um signo simbólico é tão difícil quanto explicar a primeiridade. Peirce explica o ícone da seguinte forma: “contemplando um quadro, chega um momento quando nós perdemos a consciência que ele não é a coisa, a distinção entre o real e a cópia desaparece e é esse momento um sonho puro [...] nesse momento nós contemplamos um ícone” (C.P. 3.362). Deveríamos nos referir ao signo icônico, pois o ícone puro não existe, ele é algo da dimensão da primeridade. Existir seria já se confrontar com uma diferença e a diferença está no nível de secundidade, na existência singular.

Analisando a obra Ceci n´est pas une pipe, Lefebvre demonstra que quando olhamos para esse quadro e

vemos a pipe como uma pipe, colocamos de lado tudo o que não revela essa identidade. Não se trata de tomar o quadro como uma pipe, nem mesmo a imagem por uma pipe mas é sobretudo considerar somente certas de suas qualidades sob o ângulo de puras formas, e isso independente de toda a substância ou matéria (LEFEBVRE, 2003:17).

fig.1: Quadro de René Magritte, La trahison des images (1928– 29). Fonte: wikipedia.

O ícone não faz uma distinção entre o signo e o objeto, fundindo ambos em aparência, semelhança, qualidade. Lefebvre (2003) mostra que não se tratade tomar a imagem como sendo uma pipe, mas certas qualidades das quais a imagem é o suporte e que concernem a certos aspectos físicos e visíveis que pertencem ao objeto do mundo (objeto dinâmico). Em resumo, se algo se comporta como uma pipe é porque em um de seus aspectos ela o é. Por isso, para considerar algum signo como ícone, índice ou símbolo, é preciso considerar como ele representa seu objeto, se através de uma semelhança, de uma ocorrência ou de uma generalidade.

Todo fenômeno é suscetível de representar ou de ser representado de forma icônica (por uma semelhança com uma qualidade que ele possui), indexical (por uma conexão real com qualquer coisa) ou simbólica (sendo interpretado dessa forma). Além disso, essas formas de representar devem estar presentes para que um signo autêntico represente verdadeiramente seu objeto: o ícone garante que o signo CONOTE seu objeto; o índex garante que o signo DENOTE seu objeto; e o símbolo garante que o signo seja interpretado como representante de seu objeto determinando um outro signo mais elaborado – o signo interpretante – para representá-lo igualmente (LEFEBVRE, 2004:02).

Então, buscando definir o conceito de informação como signo, percebe-se nos signos simbólicos a necessidade de uma parte icônica e outra indicial para sua realização como signo. Identifica-se também a necessidade da interpretação de signos simbólicos nos processo comunicacionais, uma vez que a interpretação é condição fundamental para que o símbolo assuma sua função de signo.

…passíveis de serem registadas num qualquer suporte material (papel, filme, banda magnética, disco compacto, etc.)

Perceber que as funções da representação estão em um plano puramente lógico evita confundir o signo com o suporte onde está registrado. A informação registrada em qualquer suporte material remete ao conceito de índice, considerando-se sua capacidade de se ligar a um concreto, individual ou existente. A fotografia analógica, por seu caráter tautológico, é o exemplo por excelência de signo indicial. Como lembra Barthes (1984), o “isso foi” das fotografias necessita que alguém tenha estado diante da objetiva para que sua imagem tenha sido gravada em um suporte fotossensível.

Mas os símbolos, que não possuem materialidade, podem ser materializados em um token. Quando o arqueólogo identifica um “machado lítico da tradição Humaitá”, está considerando o artefato na sua generalidade, como uma forma específica de talhar a pedra e produzir certos objetos – conceito que a Arqueologia chama de tradição. Nesse sentido, a tradição Humanitá é um símbolo, pois representa um hábito de fazer machados em pedra, desenvolvido pelas populações indígenas que viveram no sul do Brasil há milhares de anos. Nesse sentido, todos os documentos de que se ocupa a Ciência da Informação são tokens, materializações de símbolos.

Além de não possuírem materialidade, uma vez criados, os signos simbólicos tornam-se indestrutíveis. Podem modificar-se – e modificam-se –no vertiginoso crescimento da cadeia sígnica, mas não são destruídos. Mesmo se o machado lítico for quebrado em mil fragmentos, mesmo apagadas as palavras “tradição Humaitá” de todos os livros, ou mesmo que nunca mais sejam pronunciadas, o símbolo continuará a existir na mente de quem entrou em contato com ele, pois ele é um conceito, um tipo, uma generalização, é ohábito de relacionar uma forma de talhar a pedra. Pedra essa que, por ter sido talhada a partir de determinados gestos, determina o signo.

Tanto uma representação pictural como uma representação linguística podem cumprir funções icônicas, indexicais ou simbólicas, de acordo com a natureza da relação que estabelecem com seu objeto, de possibilidade, de um existente ou de uma lei, respectivamente. Consequentemente, a única maneira de saber se determinado signo é um ícone, um índice ou um símbolo é considerando o objeto da representação e sua relação com o signo, e não o suporte em que está registrado.

Então, existe uma diferenciação entre a informação e o suporte de um documento. Em um documento, o suporte da informação pode ser destruído sem que se destrua o signo, porque ambos não se confundem. A informação contida num livro escrito em suporte de papel não sofre alterações quando migra para o suporte digital. O que muda é seu token, que é ligado à materialidade do signo.Em alguns casos, para que se preserve a informação de um documento, ela deve obrigatoriamente ser migrada, como é o caso dos documentos digitais em uma luta constante contra a obsolescência.

…e, portanto, comunicadas de forma assíncrona e multi- direccionada…

No pragmaticismo o objetivo final é, mesmo que potencialmente, uma ação – portanto, o horizonte da ação dos signos é a comunicação, a criação de um interpretante e de uma ação no mundo.

A relação entre o signo e seu interpretante pode ser classificada como rema, dicente, ou argumento. Um rema é um signo que, considerado na sua relação como interpretante, representa uma qualidade ou uma possibilidade, algo indefinido. Quando alguém diz “a janela está aberta”, a interpretação sugere a qualidade da janela. Rema é um signo que se interpreta sem um contexto denotativo.

Um dicente é um signo interpretado como a representação de um fato. Imaginemos que alguém diga “estou com frio!”, e outra pessoa responda “a janela está aberta”. Essa proposição, antes um rema, torna-se um dicente, ao estabelecer uma relação entre a janela aberta e a sensação de frio dentro da sala, da mesma forma se a interpretação do signo fizer referência ao contexto de uma sala onde existe apenas uma janela. Um dicente não dispensa uma parte índice para estabelecer o contexto comunicacional, pois ao ouvir alguém dizer que a janela está aberta, onde só existe uma janela, o contexto serve como índice na ação de indicar a (única) janela da sala (LEFEBVRE, 2004).

A passagem do rema ao dicente corresponde a um crescimento da representação do objeto do signo, sendo que o argumento é uma proposição ainda mais elaborada, em direção à ação. Um argumento é um signo tomado na relação com seu interpretante, que permite passar da regra ao resultado de ação. Imaginemos que alguém diga “estou com frio!”, e outro responda “a janela está aberta”. Se alguém fechasse a janela, a proposição passaria a ser um argumento, na medida em que a interpretação estabeleceu uma relação direta entre o frio e a janela aberta, provocando uma ação no intérprete.

Nesse ponto, voltamos ao objeto imediato e ao objeto dinâmico. Sendo um signo simbólico, qualquer proposição linguística deve dizer alguma coisa a respeito de seu objeto. É na interpretação que está sua possibilidade de uso semiótico. A ação que se segue, depois de interpretado o signo, está fundada na forma como foi interpretado o enunciado sobre um fenômeno qualquer no mundo.

Mas tanto quanto uma proposição linguística, as imagens, qualquer tipo de imagem – digitais, retratos pintados, fotografias analógicas ou monumentos– pode ser interpretado como representação de um fato, ou seja, pode ser considerado signo dicente, sem que uma seja menos indexical que as outras (LEFEBVRE, 2003). Um retrato pintado, acompanhado de uma legenda, de um título ou de um nome próprio que identifique a pessoa representada é um dicente, como o podem ser uma proposição linguística ou mesmo uma fotografia. Para Peirce (C.P. 2.320), a pintura e a fotografia são diferentes apenas porque a pintura necessita de legenda, ou de um nome, para agir como dicente, assegurando a ligação indexical que une o quadro ao sujeito, ou seja, necessita de informações colaterais que indiquem a existência do personagem. É esse conhecimento que tem a função de indexar o quadro, permitindo sua interpretação como um signo dicente (um signo de um fato). Essa interpretação baseada em conhecimentos colaterais apaga a degenerescência da indexicalidade da pintura em relação ao objeto pintado. Se não existissem esses suplementos semióticos, não seria possível interpretar um quadro ou um retrato como representação de um fato.

Contudo, a imagem, desenhada ou pintada, de um homem ou de uma paisagem, não dispensa um índice. Nesse sentido, nenhum quadro é um ícone puro, e não está isento de indexicalidade. Como indica Lefebvre,

não poderíamos contemplar um quadro, estando conscientes e reconhecendo o que o quadro mostra – um homem, uma paisagem ou um barco – sem postular a ligação diádica (e então indexical) entre o quadro e o que ele não é, ou seja, o resto do mundo onde encontramos verdadeiros homens, verdadeiras paisagens, verdadeiros barcos (LEFEBVRE, 2004:16).

Na ausência de uma indexação suplementar, tal signo não poderia ser interpretado como dicente, um signo de um objeto ao mesmo tempo singular e existente, mas somente como signo de um objeto possível, ou seja, como rema.

Da mesma forma, a cultura material e todos os monumentos repousam em conhecimentos colaterais para serem entendidos como dicentes e não como remas. Quando museografada, a cultura material, assim como os monumentos, valoriza o signo dicente através de informações colateriais que possam oferecer um contexto histórico e cultural.

A fotografia a seguir representa um monumento existente nas margens do Rio Douro na cidade do Porto, em Portugal. Esse baixo relevo em bronze, criado em 1897, faz referência a um episódio conhecido como “As Alminhas da Ponte”. Tentando fugir da invasão das tropas de Napoleão, a população da Cidade do Porto atravessou a Ponte das Barcas. Formada por vinte barcas ligadas por cabos de aço, a ponte não resistiu, e quatro mil pessoas morreram afogadas.

Monumentos como o que relembra o episódio da invasão do Porto, assim como a pintura, ou as imagens digitais, são signos que agem como dicentes através do acréscimo de legendas ou de nomes próprios, que unem o signo a seu objeto. Trata-se de uma relação diádica degenerada, que necessita de uma indexação suplementar para ser interpretada como signo de um objeto, ao mesmo tempo singular e existente.

fig.2: Monumento à Ponte das Alminhas – Cidade do Porto, Portugal. Fotografia de Alexandre Pires Ferreira de Miranda. Fonte: Acervo pessoal de Alexandre Pires Ferreira de Miranda.

A fotografia, por outro lado, não necessita de legenda ou de nome próprio para ser interpretada como representação de um fato, como um dicente. Existe um saber colateral, o princípio fotográfico, que permite interpretá-la como algo que aconteceu e acompanha sua interpretação. Esse saber colateral é o princípio de produção da imagem fotográfica, que implica em uma relação existencialdireta ou autêntica entre o objeto que se encontrava diante da objetiva e o filme fotossensível. Quando vemos uma fotografia já temos um saber colateral que, mesmo sem ter visto o fotógrafo fazer a foto, pressupõe que alguém, ou algo, precisou ficar diante da câmera para que ela fosse realizada. E esse saber colateral, que permite interpretar a imagem como signo de uma existência, está incluído “antecipadamente”, pois ele é geral e próprio em todas as fotografias. Como um dicente, a fotografia diz de seu objeto o mesmo que diz Barthes: “isso foi!”. Essa certeza não depende da precisão na identificação do objeto do “isso”.

Em resumo, a diferença entre o dicente pictográfico e o dicente fotográfico repousa no fato de que no primeiro é necessária uma identificação do objeto singular. O segundo, por repousar sobre um saber colateral a respeito das imagens fotográficas e de suas propriedades, abstrai o reconhecimento ou não da existência do sujeito fotografado. Assim, a imagem fotográfica tem, em si mesma, o potencialde ser interpretada como um fato (dicente), ao passo que a pintura não possui em si esse poder, necessitando de uma indexação suplementar.

Contudo, a existência não constitui um predicado, como afirma Peirce, em 1867, na Nova lista de categorias. Lefebvre (2004) aponta para a importância de se evitar definir a fotografia apenas segundo sua ligação como objeto fotografado, pois de um ponto de vista semiótico, isso constituiria mais a essência da fotografia como mídia do que o fundamento de uma de suas numerosas utilizações semióticas possíveis. E “definir pelo uso, mais do que pela procura metafísica da essência é uma das mais importantes heranças que nos deixou a filosofia pragmática de Peirce” (LEFEBVRE, 2004:19). Consideremos, por exemplo, uma fotografia com a imagem pouco nítida, a tal ponto que seja impossível distinguir o que quer que esteja representado. Se, por um lado, o estatuto de índex autêntico de todas as fotografias permanece, porque depende de um conhecimento anterior sobre o processo fotográfico, em tal caso sua interpretação assume outro estatuto. Nesse contexto, a fotografia seria um rema, na medida em que seria interpretada como signo de algo existente, que ficou diante da objetiva. Porém, seria interpretada de forma absolutamente vaga e indiferenciada, como são as possibilidades que, por natureza, não podem ser nem verdadeiras nem falsas. Consequentemente, mesmo se toda foto é potencialmente um dicente em virtude de sua indexicalidade autêntica, é também potencialmente um rema em virtude de uma certa indefinição.Como consequência, sua identidade semiótica será relativa ao uso que se faz concretamente dela, o que é pragmático.

Olhando para uma fotografia da praia de Matosinhos, vemos o que se parece essa praia ao entardecer. Pressupomos que a praia existe na realidade e que a foto representa sua existência de fato: a fotografia está sendo tomada como um signo indexical autêntico. Mas podemos também abstrair sua existência concreta e apenas nos deixarmos levar pela beleza da imagem. Nesse caso, a fotografia é assumida como um ícone: ela excita uma imagem da praia, a imagem de suas qualidades como estão representadas pelas qualidades da fotografia. Entendendo a fotografia como um ícone, focamos a relação do signo com o seu objeto através de suas qualidades, não considerando sua existência concreta.

Segundo seus interpretantes, tanto uma pintura como uma fotografia ou uma imagem digital, ou mesmo os monumentos, são suscetíveis de aparecer sob os traços de um rema, de um dicente ou de um argumento. A diferença revela as condições pelas quais os tipos de imagens são suscetíveis de crescerem no interior da grade de classificação dos signos. Assim, como vimos, a fotografia e a pintura não necessitam dos mesmos suplementos semióticos, dos mesmos saberes colaterais, para serem interpretadas como representação de um fato. É mais fácil para a fotografia ser um dicente. A pintura e os monumentos, assim como as imagens digitais, precisam de mais signos suplementares aglutinando-se a elas para permitir sua interpretação como um dicente. A diferença entre as imagens está na forma como atingem seu status de dicente.

fig.3: Fotografia da Praia de Matosinhos, Portugal. Fotografia de Pedro Dias de Oliveira. Fonte: Acervo pessoal de Pedro Dias de Oliveira

…e modeladas com/pela interacção social

Apesar de, frequentemente, serem entendidos como sinônimos, o representamen não é igual a um signo. “Um Signo é um Representamen com um Interpretante mental” (C.P. 2.274). Essa diferenciação garante que a relação sígnica não fique presa à necessidade de um Interpretante humano. “Em particular, todos os Signos transmitem noções para as mentes humanas; ma snão conheço nenhuma razão por que todo Representamen deveria fazer isto”(PEIRCE, C.P. 1.540).

Representações “modeladas com, ou pela ação social” relacionam-se à primeira das propriedades da informação definidas por Silva (2006): a estruturação pela ação (humana e social). O ato individual e/ou colectivo fundaria e modelaria estruturalmente a informação (IL HAR CO, 2003). Essa propriedade, que pressupõe a informação como um fenômeno humano e/ou social, coloca o foco em um tipo especial de interpretante que se formaria em uma consciência humana, desconsiderando os modelos matemáticos de informação e as teorias cibernéticas. Existem vários outros tipos de informação que não são codificados em uma língua, que não pressupõem uma convenção anterior para serem interpretados, como o apontar do dedo, nosso primeiro gesto semiótico.

A linguagem, depois do bipedismo, é uma das mais importantes habilidades do que se convenciona chamar de Humano. No século XIX, Darwin reconhecia a importância da capacidade linguística humana, chamando a atenção para dois mecanismos de seleção da espécie: a seleção “natural” e a seleção “sexual”. A linguagem modelou a espécie humana ao longo dos milênios, através da capacidade de criar mundos imaginários na mente dos outros humanos. Usando apenas o sopro, abrimos nossa “cauda de pavão vocal”, seduzimos e transferimos nossos genes para a próxima geração. Para a sobrevivência da espécie, mais do que para manter-se vivo, é fundamental a sedução, cuja principal arma é nossa linguagem. Com ela, invadimos a mente do outro usando as belas palavras que somos capazes de pronunciar para seduzir quem desejamos.

Os humanos se comunicam entre si para modelar a espécie humana, mas humanos também se comunicam com os deuses, comunicam-se com os animais, com as máquinas, as máquinas entre elas, os animais entre eles e, dependendo da cultura em que estamos inseridos, os deuses entre eles. Então, reconhecendo a existência de outras consciências, além da humana, podemos dizer que existem signos que criam interpretantes, não necessariamente, em mentes humanas.

Informação e semiótica

Através da Teoria Geral dos Signos, definimos um conceito de informação válido para diversos tipos de documentos, como os arquivísticos, biblioteconômicos ou da cultura material. Dessa forma, buscamos fundamentar teoricamente a Museologia como constituinte da Ciência da Informação, ao lado da Biblioteconomia, da Arquivologia e da Documentação.

Assumindo o falibilismo que Peirce atribui às questões científicas (PEIRCE, 2010), partimos do conceito de informação proposto por Armando Malheiro da Silva (2006), que define informação como “um conjunto de representações mentais e emocionais” por:

informação = signo

Para tanto, baseamo-nos nos conceitos de objeto imediato e nas relações entre o interpretante e seu signo, que podem ser rema, dicente e argumento.

Considerando que os estudos em Cibernética, Inteligência Artificial e as teorias cognitivas estão indicando que a semiose pode ocorrer entre diferentes consciências, que não sejam humanas, ou seja, que existem representações que vão formar um interpretante não necessariamente em mentes humanas, podemos afirmar que:

informação = signo ≤ representamen

Entretanto, para definir informação como um representamen, temos que renunciar ao essencialismo, cuja tradição remonta a Parmênides e às dez categorias de Aristóteles. Atualmente, as novas tecnologias da informação e comunicação, que inauguraram uma terceira ordem da ordem (WEINBERGER,2007), tornaram teoricamente frágil a busca de categorias fixas. Assim

informação = representamen

No conceito de informação proposto, não buscamos a essência da informação, pois ela não se esgota em si própria, existe sempre um componente de experiência que a modifica cada vez que ela é acessada. Nesse sentido, a informação, como um representamen, está em constante crescer, em um trazer para diante de si, e em si, a diferença entre “o florir de uma flor, por contraste com o que é gerado pelo artesão que cria um vaso. A flor vem de si mesma, o vaso vem do artesão” (ILHARCO, 2003:152). Uma definição de informação não pode estar baseada em categorias fixas, pois depende da forma como o mundo se mostra, sua aparência, o que Peirce chama de faneroscopia. Nesse sentido, “alguns filósofos budistas explicam que a flor que você percebe é um aspecto externo de sua percepção dela”. E que ela existe somente porque é percebida. Embora essa visão da “mente apenas” como é chamada, “diminua grande importância à nossa verdade objetiva, atribui grande importância à nossa consciência” (DALAI LAMA, 2002:123).

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